cotidiano

Você está aqui! No pálido ponto azul. E estamos lá, em Marte.

A Curiosity pousar em Marte eleva a moral não só dos americanos, mas a de todos nós terráqueos. É como receber as notícias das primeiras viagens para a América e dos encontros com os índios em ~1500, só que, infelizmente, sem os índios.

Separei 3 fotos que mostram o planeta Terra. Repare o tamanho do nosso importante planeta, de 40 mil km de circunferência no equador.

Esta primeira é de autoria da rover Spirit (aquela enviada em 2004, junto com a sua gêmea, a Opportuniy). Tirada em próprio solo marciano. Olha você aí!

Cuidado que há imagens fake, geradas pelos programas de posicionamento das estrelas.

Nesta foto você pode ver a Terra. Mas esse ponto não é a Terra, é Júpiter! Clique nela para poder procurar a nossa casa, vista pela sonda Mars Global Surveyor.

Nesta última foto podemos ver um ponto muito pequeno. É a terra, vista de fora do sistema solar, pela Voyager 1 em 1990, a 6 bilhões de kilometros daqui. A imagem foi batizada de pálido ponto azul por motivos óbvios.

Por que estou animado? Pois neste instante temos um rover que pesa duas toneladas, com um laboratório científico, armado com um laser para destruir rochas, em Marte. Somos nós os alienígenas com lasers desintegradores. Aposto, creio e quero que a Curiosity encontre sinais de (condições de) vida no passado marciano.

Para terminar, fique com alguns dos parágrafos inciais do livro Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan, com legendas em português. Um livro que deve ser lido para você pensar melhor o lugar que ocupa no mundo.

“Consider again that dot. That’s here. That’s home. That’s us. On it everyone you love, everyone you know, everyone you ever heard of, every human being who ever was, lived out their lives. The aggregate of our joy and suffering, thousands of confident religions, ideologies, and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilization, every king and peasant, every young couple in love, every mother and father, hopeful child, inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every “superstar”, every “supreme leader”, every saint and sinner in the history of our species lived there – on a mote of dust suspended in a sunbeam.
The Earth is a very small stage in a vast cosmic arena. Think of the rivers of blood spilled by all those generals and emperors so that, in glory and triumph, they could become the momentary masters of a fraction of a dot. Think of the endless cruelties visited by the inhabitants of one corner of this pixel on the scarcely distinguishable inhabitants of some other corner, how frequent their misunderstandings, how eager they are to kill one another, how fervent their hatreds.
Our posturings, our imagined self-importance, the delusion that we have some privileged position in the Universe, are challenged by this point of pale light. Our planet is a lonely speck in the great enveloping cosmic dark. In our obscurity, in all this vastness, there is no hint that help will come from elsewhere to save us from ourselves.
The Earth is the only world known so far to harbor life. There is nowhere else, at least in the near future, to which our species could migrate. Visit, yes. Settle, not yet. Like it or not, for the moment the Earth is where we make our stand.
It has been said that astronomy is a humbling and character-building experience. There is perhaps no better demonstration of the folly of human conceits than this distant image of our tiny world. To me, it underscores our responsibility to deal more kindly with one another, and to preserve and cherish the pale blue dot, the only home we’ve ever known.”

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A involução do racismo nas olimpíadas: de Jesse Owens a Usain Bolt

Usain Bolt foi ovacionado de maneira ímpar em Londres 2012. Um herói não só na Jamaica. Todos querem estar com ele. Patrocinadores abundam.

Curiosamente, parece que o afro americano Jesse Owens teve uma recepção não muito aquém na … Alemanha nazista! Quatro medalhas de ouro em 1936 e um ambiente que em teoria lhe deveria ser hostil.

Quando indagado a respeito do tratamento na Alemanha, as frases de Jesse Owens são aterrorizantes. “After all those stories about Hitler and his snub, I came back to my native country and I couldn’t ride in the front of the bus, I had to go to the back door. I couldn’t live where I wanted. Now what’s the difference?… in Germany I didn’t have to sit at the back of the bus“. E ao ser recebido no famoso Waldorf Astoria, foi obrigado a tomar o elevador de serviço. Cerca de 70 anos após o fim da escravidão nos Estados Unidos.

Ainda não chocado o suficiente? O atleta não conseguiu patrocínio nos Estados Unidos. Na Alemanha, os irmãos Dassler ofereceram os tênis de corrida como patrocínio. Esses irmãos são os fundadores da Adidas e da Puma. Mais: Owens diz que o povo alemão clamava seu nome e insistia por autógrafos e fotos. Afirma que Hitler não o esnobou, e sim o presidente dos Estados Unidos. Para receber os parabéns na casa branca, Roosevelt não convidou os negros que trouxeram o ouro. Convidou apenas os brancos.

Jesse Owens sempre me vem a cabeça. Talvez como um bom exemplo do chavão de que os vencedores são quem contam a história.

Não dá para ter desgosto apenas com a Alemanha nazista. Tanto as potências do eixo quando dos aliados cometeram barbaridades. Os campos de concentração de japoneses nos Estados Unidos são um outro caso inconcebível.

E Usain Bolt? É apenas para comparar a receptividade natural que um campeão negro tem hoje em (quase?) todo o mundo, com o recebido por Owens dentro de sua própria casa. Não sei se podemos utilizar isso como medida do nível da estupidez humana, mas prefiro pensar dessa forma. Então sim, estamos caminhando em uma boa direção. Devagar, mas caminhando. Aposto e desejo que, em 40 anos, nossos netos sentirão ojeriza ao pensar na maneira como as mulheres, os homossexuais e também as minorias foram tratadas.

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cotidiano, literatura

A resistência de Ziraldo ao ebook

Acho interessante ver como ícones importantes das nossas vidas teimam em resistir a mudanças. De mudanças que eles consideram negativas, sem muito embasamento. Durante a bienal do livro de 2012, Ziraldo atacou o livro digital. Chamou até os filhos da geração atual de idiotas, ou algo bem próximo a isso. Eu não entendo os problemas de foco e atenção da geração Y. Ziraldo vai além.

Em vez de trabalhar junto com as mudanças, insistem apostar na contra mão, querem provar que o jeito deles é melhor que o da nova geração (aliás, a geração atual se tornou ‘idiota’ para Ziraldo). Para o bem ou para o mal, Ziraldo será engolido por essas mudanças.

Lembro de um artigo sobre a troca de imagens íntimas entre pré adolescentes através da internet. O articulista foi muito feliz e sensato, começando o artigo com algo como “essa exposição das crianças é um fato. elas vão enviar essas fotos. precisamos então saber como trabalhar com essa realidade”. Isso se aplica bem ao ebook.

Vou ulular ao dizer que haverá sempre espaço para o livro físico. Assim como há para o vinil, para o CD. Seja pela qualidade, intimidade ou por mera nostalgia. Difícil mesmo é saber se haverá espaço para ouvir as inseguranças de Ziraldo.

Claro que há pontos interessantes nas falas do Ziraldo, e que ele quer certamente melhorar a educação brasileira. “Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura” é bom. Opinar que nossa geração (ou nossos filhos) está ficando idiota, não é. Aliás, parece uma dessas opiniões sem embasamento estatístico nenhum, dado que na nossa geração não apenas a elite tem acesso ao estudo. Parecido com o mito de que a violência está piorando no mundo.

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literatura

O Idiota, de Dostoievski, no teatro e cinema

Perdi a encenação do Idiota que teve aqui em São Paulo, em cartaz durante mais de um ano. Mas apenas li o livro quando as apresentações estavam para encerrar. Uma pena. Quem sabe não volta ao circuito teatral mais uma vez?

Em compensação, assisti a série russa de 2003, com alguns atores conhecidos. Só consegui comprar em Moscow, sem legendas em inglês. Dependendo da sua opinião em relação a downloads, é possível também baixar via torrent com legendas em inglês.

Akira Kurosawa fez também sua versão (que infelizmente foi editada e lançada com metade da duração prevista), e cita Dostoievski como sendo seu autor preferido, “quem escreve mais honestamente sobre a natureza humana”: “Of all my films, people wrote to me most about this one… …I had wanted to make The Idiot long before Rashomon. Since I was little I’ve liked Russian literature, but I find that I like Dostoevsky the best and had long thought that this book would make a wonderful film. He is still my favourite author, and he is the one — I still think — who writes most honestly about human existence.

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Ostentação diante da pobreza deveria ser crime? Justificativas estranhas de Leonardo Sakamoto

O Sakamoto possui um dos blogs mais conhecidos do Brasil. Trata de notícias do cotidiano de forma organizada, opinativa e muito interessante.

Hoje ele escreveu sobre os arrastões nos restaurantes paulistanos, politizando o assunto.

Sakamoto diz: “‎Não defendo essa opcão, mas sabemos que, dessa forma, o jovem pode ajudar a família…” em outras palavras “não defendo, mas já defendendo…”. Vá ver qual é a porcentagem dos criminosos que ajudam a família com o dinheiro dos assaltos a restaurantes. Piegas achar que ele assalta para levar leite para a família. Piegas, mentiroso, deceptivo. Por que o outro, na mesma situação, não foi também assaltar?

Eu também sou do espírito karamazoviano de que “todos somos culpados por tudo”. Mas achar que um problema melhoria de alguma forma com uma atitude dessas? De que todos devemos abdicar da vida, um Tolstoi, um Ghandi? Vai bem de encontro com a vontade de poder. É a favor da moral dos ressentidos. Só falta ele achar que vai herdar os reinos dos céus por abdicar o reino da terra…

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literatura

Aquilo que não é dito: o subsolo em Camus, Dostoievski e Nietzsche

Sei que é covardia fazer a ligação entre Mito de Sísifo e qualquer livro de Dostoievski, mas fá-la-ei. Ao menos memórias do subsolo não é citado em nenhum momento.

“Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos. Ele tem outras lembranças que ele não revelaria nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo. Mas ainda há outras lembrancas em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo, e todo homem decente tem um consideravel numero dessas coisas guardadas bem no fundo. Alguém até poderia dizer que, quanto mais decente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente.” – Memórias do Subsolo, Dostoiévski

“Um homem é mais homem pelas coisas que silencia do que pelas que diz.” – O Mito de Sísifo, Albert Camus.

Nesse capítulo, intitulado ‘A conquista’, há muitas referências para a ação versus contemplação. No melhor estilo do subsolo. “Sempre chega o momento em que é preciso escolher entre a ação e a contemplação… Os conquistadores sabem que a ação é inútil em si mesma.”. Ser ou não ser?

Nietzsche fala de esconder o que se pensa através da escrita. Aforismo 289 de Além do bem e do mal: “Um eremita não crê que um filósofo – supondo que todo filósofo tenha sido antes um eremita – alguma vez tenha expresso num livro suas opiniões genuínas e últimas: não se escrevem livros para esconder precisamente o que se traz dentro de si?”. Nietzche continua, aprofunda-se no subsolo: “ele duvidará inclusive que um filósofo possa ter opiniões ‘verdadeiras e últimas’, e que nele não haja, não tenha de haver, uma caverna ainda mais profunda por trás de cada caverna – um mundo mais amplo, mais rico, mais estranho além da superfície, um abismo atrás de cada chão, cada razão, por baixo de toda ‘fundamentação’. Toda filosofia é uma filosofia-de-fachada – eis um juízo-de-eremita: ‘Existe algo de arbitrário no fato de ele se deter aqui, de olhar para trás e em volta, de não acvar mais fundo aqui e pôr de lado a pá – há também algo de suspeito nisso’. Toda filosofia também esconde uma filosofia, toda opinião é também um esconderijo, toda palavra também uma máscara”.

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O maior dos pesos vem do eterno retorno do mesmo

E se um dia, ou uma noite, um demônio lhe aparecesse furtivamente em sua mais desolada solidão e dissesse: “Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer, cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem – e assim também essa aranha e esse luar entre as árvores, e também esse instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente – e você com ela, partícula de poeira!”. Você não se prostaria e rangeria os dentes e amaldiçoaria o demônio que assim falou? Ou você já experimentou um instante imenso, no qual lhe responderia “Você é um deus e jamais ouvi coisa tão divina!”. Se esse pensamento tomasse conta de você, tal como você é, ele o transformaria e o esmagaria talvez; a questão em tudo e cada coisa, “Você quer isso mais uma vez e por incontáveis vezes?”, pesaria sobre seus atos como o maior dos pesos! Ou o quanto você teria de estar bem consigo mesmo e com a vida, para não desejar nada além dessa última, eterna confirmação e chancela?

— Nietzsche em Gaia Ciência, aforismo 341 (tradução do Paulo Cesar de Souza)

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Niilismo atavista

Bazarov, em Pais e Filhos, de Turgueniev:

O lugar insignificante que ocupo é tão minusculo em comparação com o resto do espaço em que não estou e onde não se importam comigo. A parcela de tempo que hei de viver é tão ridícula em face da eternidade, onde nunca estive e nunca estarei… Neste átomo, neste ponto matemático, o sangue circula, o cérebro trabalha e quer alguma coisa… Que estupidez! Que inutilidade!

E muitos sentem esse mesmo peso do nada. Ele vem dos nossos ancestrais:

Meu pai, ah que me esmaga a sensação do nada!
— Já sei, minha filha… É atavismo.
E ela reluzia com as mil cintilações do Êxito intacto.

Não por acaso, esse poema de Manuel Bandeira chama-se Nietzschiniana. Demorei alguns anos até poder interpretar este, que é um dos poemas preferidos de minha esposa.

Talvez venha de antes de Turgueniev, de antes de Nietzsche. Venha do ato 5, cena 5 de Macbeth:

Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muito barulho, que nada significa.

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Morte de Deus, fim da moral e o super-homem: Nietzsche e Dostoiévski

Na página 109 da tradução de Paulo Bezerra, é revelado o conteúdo do artigo de Ivan Karamazov:

… ele (Ivan Karamazov) declarou em tom solene que em toda a face da terra não existe absolutamente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu a lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiodorovitch acrescentou, entre parenteses, que é nisso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruido-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia. Mas isso ainda é pouco, ele concluiu afirmando que, para cada indivíduo particular, por exemplo, como nós aqui, que não acredita em Deus nem na própria imortalidade, a lei moral da natureza deve ser imediatamente convertida no oposto total da lei religiosa anterior, e que o egoísmo, chegando até ao crime, não só deve ser permitido ao homem mas até mesmo reconhecido como a saída indispensável, a mais racional e quase a mais nobre para a situacão.

Já na conversa com o diabo (páginas 840), este cita um outro pensamento de Ivan Karamazov (curioso observar como Dostoievski prefere apresentar os profundos pensamentos de Ivan através de outras pessoas). Aqui aparece o Homem-Deus (человеко-бог). Seria o protótipo do super-homem (Übermensch) nietzschiano?

“Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era … virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo. Os homens se juntarão para tomar da vida tudo o que ela pode dar, mas visando unicamente à felicidade e à alegria neste mundo. O homem alcançará sua grandeza imbuindo-se do espírito de uma divina e titânica altivez, e surgirá o homem-deus. Vencendo, a cada hora, com sua vontade e ciência, uma natureza já sem limites, o homem sentirá assim e a cada hora um gozo tão elevado que este lhe substituirá todas as antigas esperanças no gozo celestial. Cada um saberá que é plenamente mortal, não tem ressurreição, e aceitará a morte com altivez e tranquilidade, como um deus. Por altivez compreenderá que não há razão para reclamar de que a vida é um instante, e amará seu irmão já sem esperar qualquer recompensa. O amor satisfará apenas um instante da vida, mas a simples consciência de sua fugacidade reforçará a chama desse amor tanto quanto ela antes se dissipava na esperança de um amor além-túmulo e infinito.”

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Por conta da revista Veja: a língua portuguesa

Vícios de linguagem. A revista Veja publicou um artigo alertando o excesso de uso da locução “por conta de, comparando-a à expressão “a nível de“. Louvável. E curioso.

Curioso: se você fizer uma rápida pesquisa no Google, verá que o site veja.abril.com.br tem mais de 29 mil ocorrências de “por conta de“. Indo além, a revista emprega mais de 2 mil vezes o termo “a nível de”. E para estarrecer: o próprio autor do artigo usa a criticada locução 30 vezes em seu blog!

Como bom anti-vejista clichê, não deixei barato. Twitei para o autor, que me respondeu prontamente na defensiva. Disse que os casos relatados são todos no sentido causal, mas bem que poderiam ser substituídos por “em razão de“, “em decorrência de” ou “devido a“, conforme ele mesmo indicou.

Prefiro ouvir os ensinamentos do Bechara, que aceita muito bem os excessos do popular, a nível de “risco de vida“. Um post curto e chato, por conta da falta de modéstia da revista.

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